Depressão, ansiedade, estresse ou problemas em um relacionamento geralmente reduzem o desejo sexual e a motivação. Ter uma baixa autoimagem sexual também contribui, assim como ter experiências sexuais insatisfatórias, o que pode ocorrer por falta de habilidade de um ou ambos os parceiros ou porque a mulher não comunica suas necessidades sexuais. Mulheres com esse distúrbio tendem a ser ansiosas e ter frequentes mudanças de humor.

O uso de certos medicamentos, incluindo antidepressivos (especialmente inibidores seletivos de recaptação da serotonina), opioides, alguns anticonvulsivantes ( Medicamentos usados para tratar convulsões) e betabloqueadores ( Medicamentos anti-hipertensivos), pode reduzir o desejo sexual, assim como a ingestão de quantidades excessivas de álcool.

Como os níveis de hormônios sexuais como o estrogênio e a testosterona diminuem com a idade, é de se esperar que o desejo sexual também diminua com a idade. No entanto, em geral, o distúrbio de baixo desejo sexual é mais comum entre mulheres jovens e saudáveis​​, e também entre mulheres mais velhas. Ainda assim, às vezes mudanças nos hormônios sexuais causam o baixo desejo. Por exemplo, em mulheres jovens e saudáveis​, quedas repentinas nos níveis de hormônios sexuais, como podem ocorrer durante as primeiras semanas após o parto, podem causar diminuição do desejo sexual. Em mulheres de meia-idade e mais velhas, o desejo sexual pode diminuir, mas não foi comprovada uma relação entre a diminuição e hormônios. Em mulheres mais jovens, a remoção de ambos os ovários provoca uma queda muito repentina nos hormônios sexuais ( estrogênio, progesterona e testosterona), bem como infertilidade. Além disso, o motivo para remoção pode ser o câncer. Todos esses efeitos podem contribuir para o baixo desejo sexual. Mesmo quando essas mulheres tomam estrogênio, o desejo sexual pode ser baixo.

A diminuição de estrogênio pode deixar os tecidos da vagina finos, secos e sem elasticidade (vaginite atrófica). Como resultado, a relação sexual pode ser desconfortável ou dolorosa, reduzindo o interesse das mulheres.

Diagnóstico

O diagnóstico se baseia no histórico da mulher e na descrição do problema. Um exame pélvico é feito se a penetração durante a atividade sexual gerar dor.

Tratamento

O tratamento geralmente concentra-se em fatores que contribuem para o baixo desejo sexual, como depressão, baixa autoimagem sexual e problemas de relacionamento.

Psicoterapias, especialmente a terapia cognitiva baseada na atenção plena (MBCT – Tratamento), podem ajudar algumas mulheres. Atenção plena envolve concentrar-se no que está acontecendo no momento.

Outros tratamentos dependem da causa. Por exemplo, se o uso de medicamentos talvez esteja contribuindo, deve ser interrompido, se possível.

Se a causa for dor em decorrência de vaginite atrófica, as mulheres podem tomar estrogênio. Se a vaginite atrófica for desenvolvida após a menopausa, tomar estrogênio por via oral ou pode ser recomendada a aplicação de um adesivo de estrogênio ou gel em um braço ou perna. Essas formas de estrogênio afetam todo o corpo, portanto podem ajudar a melhorar o humor, diminuir as ondas de calor e problemas de sono, manter a vagina saudável e manter a lubrificação adequada para a relação sexual. Todos esses efeitos podem aumentar as chances de interesse das mulheres por sexo. No entanto, os médicos geralmente recomendam que mulheres na pós-menopausa usem formas de estrogênio que afetam principalmente a vagina. Por exemplo, o estrogênio pode ser inserido na vagina como um creme (com aplicador plástico), como um comprimido ou um anel (semelhante a um diafragma). Essas formas de estrogênio podem manter a vagina saudável, mas não ajudam no humor, ondas de calor ou problemas de sono. Se mulheres com útero (que não se submeteram a uma histerectomia) tomarem estrogênio por via oral ou em um adesivo ou gel, elas também receberão progestina (uma versão sintética do hormônio progesterona), porque a ingestão apenas de estrogênio aumenta o risco de câncer do revestimento do útero (câncer endometrial).

Não se sabe ao certo se a testosterona (via oral ou adesivo) é benéfica. A testosterona pode ter efeitos colaterais, e a segurança de longo prazo não é conhecida. Assim, esse tratamento não é recomendado. No entanto, a testosterona ocasionalmente é prescrita em adição à terapia com estrogênio se todas as outras medidas forem ineficazes. As mulheres que tomam testosterona devem ser avaliadas regularmente pelo seu médico.

Fonte: Manual MSD

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